Bom Saber

Loja de Rock

Publicado por Cris Basso em 08/06/2014 às 15h17

Após a participação em um Seminário sobre Consumo, promovido pela PUC/SP, onde ministrei palestra com as amigas Sylvia Demetresco e Ana Paula Preto, falamos sobre a sociologia do consumo e como adaptar este conhecimento ao merchandising. Além disso, falamos sobre o comportamento dos usuários nos espaços comerciais e como se manifesta a experiência da compra e como construí-la.

Fazia parte do Seminário, a participação dos alunos em um Safari, que se trata de um passeio em alguns pontos da cidade de São Paulo onde pudesses observar essa relação de Visual Merchandising X Comportamento do Consumidor.

Um dos espaços visitados foi a Galeria do Rock - http://galeriadorock.com.br/blog/. Pra quem não conhece, vale muito a pena a visita, mesmo para quem não faz parte desse público consumidor. É uma experiência diferente, mas também muito valiosa e sim, com muito conhecimento.

Para exemplificar o assunto Visual Merchandising X Consumo com aquilo que vimos no Safari (na Galeria do Rock), apresento uma loja que se preocupou em direcionar o seu VM ao seu cliente.

Fachada da Loja de Rock

Tudo tem o seu público! E cada loja deve sempre se comunicar da melhor maneira com o seu público.

Desde a fachada da loja, tudo foi bem personalizado. Não se trata de dispormos de materiais caros para que a fachada, ou mesmo o interior da loja, fique atrativa. Nesse caso, uma cor diferente aplicada na própria estrutura da fachada, já ficou diferente. Folhas secas e pintadas deram um toque a mais na personalização, sem que o custo disso ficasse inviável para a loja.

O letreiro, algo que a loja já teria que colocar para que fosse identificada, também foi feito de maneira personalizado, lembrando um livro de contos de bruxas.

Visual de loja na Loja de Rock

As cores também se repetem no interior da loja: o preto, roxo e cinza.

A maneira com que as roupas estão expostas favorece o manuseio do cliente, e com isso, não precisa ficar esperando algum vendedor atendê-lo.

A iluminação não é favorecida devido o piso ser escuro, paredes, mobiliário e os próprios produtos escuros, fazendo com que a luz inserida seja absorvida pelo ambiente. A pouca luz é proposital, o que deixa o ambiente mais sombrio e macabro, é essa a proposta.

vitrina interna da Loja de Rock

Os acessórios se encontram de maneira mais reservada, atrás de uma vitrina de vidro para dar mais segurança em relação a roubos. Mesmo em um espaço pequeno, a  loja conseguiu oferecer uma linha de produtos de maneira completa: roupas e acessórios.

O Visual Merchandising pode ser trabalhado para todos os tipos de público e para todos os tipos de lojas. O importante é que o lojista se preocupe em criar uma “Identidade” pra o seu negócio, algo que se diferencie da concorrência, e nesse caso da Galeria são 450 lojas em um só lugar!

Categoria: loja, temático, visual de loja
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Loja de cartões e embalagens

Publicado por Cris Basso em 29/05/2014 às 19h11

A análise dessa loja começa pelas suas vitrinas:

São duas vitrinas Sequenciais – esse termo é tirado do livro Tipologias e Estéticas do Visual Merchandising de Sylvia Demetresco. Uma vitrina se apresenta “quase” da mesma forma que a outra, não são iguais, mas parecidas, como se uma completasse a outra.

Mesmo apresentando temas diferentes – uma é para o Halloween (dia das bruxas) e outra é para Holidays (férias ou feriados), a maneira de expor é a mesma, com composição representando a Unidade.

O próprio expositor utilizado sugere a venda “casada” de produtos, pois constam papéis de presente, os cartões de diversos tamanhos e os próprios presentinhos.

Se observarmos bem, uma das diferenças entre essas vitrinas é o uso do fundo. A vitrina da direita usa o fundo para a aplicação do tema, nem tudo o que é exposto é vendido, ele é mais decorativo. Já a vitrina do lado direito trabalha o fundo com os próprios produtos que são para a venda, ou seja, os cartões.

   

 

Agora vamos para a parte interna da loja...

Em mais da metade da loja, as paredes laterais são simétricas no que se refere a exposição dos produtos, ou seja, os expositores de cartões são trabalhados nas duas paredes laterais.

A cor das paredes, dos expositores e da sinalização seguem a mesma tonalidade, mais sóbria. O fato de trabalhar com poucas cores para esse tipo de loja, eu digo poucas cores nos equipamentos e na estrutura da loja, favorece a visualização dos produtos, que são muito coloridos. Uma única cor para a estrutura e apoio faz com que a cor dos produtos se destaque mais do que a própria loja.

 

 

Além das vitrinas frontais, o trabalho com ilhas centrais cria novos pontos estratégicos para serem explorados com exposições diferenciadas, e ao mesmo tempo deixa o layout da loja mais interessante.

 

Um ótimo exemplo de exposição onde se trabalha a “venda casada”. Observem os produtos e seus complementos: papel de presente + fita + cartões + sacolas + outros acessórios. Isso possibilita muitas variações para as embalagens.

A única parede com cor diferenciada é a do fundo da loja, onde se encontra o caixa e alguns produtos que ainda podem ser comprados “por impulso”.

 

Categoria: cartões, embalagens, loja
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Se Cocina: visual merchandising no restaurante

Publicado por Cris Basso em 28/03/2014 às 19h51

Santiago, Chile

Quem disse que restaurante não consegue trabalhar com Visual Merchandising?

Basta usar a criatividade!

Se me perguntarem de onde saiu a ideia de trabalhar com o visual merchandising e com a decoração desse restaurante, localizado em Santiago (Chile), digo que surgiu das próprias receitas, mantimentos, equipamentos e alimentos que o Chef usa. Baseado então nesses critérios, o restaurante se apresenta de uma maneira lúdica, atraente e pra não dizer “apetitosa” para os seus clientes.

Tudo é apresentado e vejamos nas fotos:

  • os alimentos utilizados nas receitas ficam expostos na mesa para o uso do Chef. O cliente vê o que está sendo utilizado e pode chegar bem perto do fogão para observar a preparação.

cozinha aberta como parte do visual merchandising do restaurante

  • tudo o que será utilizado fica a mostra: panelas, talheres e ainda os equipamentos para o preparo.
  • deixar a mostra não significa deixar bagunçado. A bagunça que acontece é devido a preparação dos pratos, mas fora isso, percebam como tudo está organizado.

utensílios compõem o ambiente

  • cada mesa e cadeira segue um estilo, ora são cadeiras mais simples ou bancos, ora são cadeiras forradas, mas sofisticadas.
  • Cuidado! trabalhar com estilos diferentes de móveis pode resultar em um ambiente confuso, mas dependendo da maneira que são utilizados e se forem bem aplicados, a própria IDENTIDADE do estabelecimento pode ser criada.

criação de identidade com base na decoração

  • o Chef não se preocupa em expor as suas receitas na parede, será que existe então um segredinho que ele não está contando? Será que é por isso que temos que ficar atentos ao que ele faz?
  • mesmo que a cozinha seja um lugar de trabalho, aqui ela é uma vitrina!

cozinha como vitrina do restaurante

  • ao invés das paredes lisas, as receitas foram expostas e fazem parte de uma decoração que permite interação, pois todos acabam querendo ler tudo.

receitas expostas como parte do ambiente

Nesse lugar é possível ter contato com os 5 sentidos:

Visual – paredes com as receitas, equipamentos, mantimentos e alimentos;

Olfato – preparo feito na hora e ao lado do fogão (se quiser);

Sonoro – música ambiente e o som dos alimentos sendo preparados;

Tato – escolha dos vinhos diretamente na prateleira e também o manuseio do chef para a preparação dos pratos;

Paladar – esse não precisa explicar!

Categoria: restaurantes, sentidos
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