Bom Saber

Visual merchandising no Pet Shop

Publicado por Cris Basso em 08/08/2015 às 15h41

Cada vez mais o mercado de Pet Shop vem crescendo no Brasil e alguns clientes que já atendi em consultorias, ou mesmo nos meus cursos me perguntam: Como fazer a exposição de produtos? Como trabalhar o Visual Merchandising para esse mercado? Alguns afirmam que para esse mercado nem é possível trabalhar o visual merchandising...um absurdo!

Pra começar, o visual merchandising pode ser trabalhado SIM para esse ramo de atividade! Como? De uma maneira simples, objetiva, clara, sem usar decoração exagerada, assim como é para vários outros tipos de comércio.

A IMPORTÂNCIA DA EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS PLANEJADA

É claro que pode-se fazer um pouco de graça para algumas exposições, mas para isso recomendo usar alguns “pontos estratégicos” que você pode escolher na loja, como uma ilha, uma ponta de gôndola, um balcão, ou até mesmo uma vitrina frontal caso a loja possua.

Pet Shop - balcão

Observem o “ponto estratégico” dessa loja: um painel no fundo da parede e ao lado do balcão do caixa. É lá que os enfeites mudam constantemente, para sempre dar aquela sensação de “novidade” toda vez que um cliente vai a loja.

Pet Shop - mostrador

Um outro “ponto estratégico” é esse painel aramado posicionado na frente de uma prateleira. Ele quebra um pouco a visão do que está atrás dele, mas o que importa é que foi destinado para produtos promocionais.

Pet Shop - gôndolas

As gôndolas usadas favoreceram a circulação e a exposição de produtos ficou muito organizada. As pontas de gôndola são “pontos estratégicos” muito fortes, e devem ser utilizados constantemente pelo varejista de forma a criar exposições organizadas, mas ao mesmo tempo diferentes, mais atrativas. Não se coloca na ponta de gôndola uma grande variedade de produtos, é melhor trabalhar com menos variedade e com mais quantidade de uma mesma categoria de produtos.

Pet Shop - display

Esse mobiliário chama a atenção pelo projeto que quer ser sério (pela madeira e cor escura), mas que ao mesmo tempo fica alegre e chamativo (pela cor azul). Os degraus ajudam a expor uma maior quantidade de produtos e o padrão para as caixas de acrílico fazem com que tudo se apresente de maneira mais organizada, até pelo uso das etiquetas que são padronizadas e personalizadas. O desenho desse mobiliário faz com que a exposição fique simétrica, sendo o ponto central demarcado pela balança e pelos pegadores de ração.

Pet Shop - prateleira Pet Shop - prateleira

 

A arrumação desses produtos segue por meio de blocos de produtos, que se distinguem pelas formas das embalagens, cores e mesmo pelas mudanças das categorias – observem a primeira foto a diferença das embalagens nas cores brancas e naturais (tom mais cru).

Como a exposição é muito parecida com um supermercado, até um Cross Merchandising também foi feito – observem a segunda foto onde alguns produtos estão pendurados seguindo uma linha e sugerindo uma “venda casada”.

Pet Shop - prateleira de ração

Mais um exemplo de Cross Merchandising e mais exemplos de disposição de produtos usando blocos. Observem também que ora a disposição segue por meio de linhas na horizontal e também por linhas na vertical, sendo os produtos maiores na parte de baixo e os menores posicionados no Ponto Focal, ou seja, na altura dos olhos.

Pet Shop - mostrador de coleiras

As categorias dos produtos são muito bem definidas. Apesar de ficar claro que toda essa exposição está relacionada a venda de coleiras, o que difere o público aos quais são destinadas é o tipo de etiqueta.

Interessante, não? Siga meu blog e veja outros exemplos de boas práticas em visual de loja e vitrinismo!

Categoria: loja, pet shop, varejo, visual de loja, vitrina
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Loja de produtos naturais

Publicado por Cris Basso em 08/06/2015 às 15h39

VISUAL MERCHANDISING COM POUCO INVESTIMENTO

Essa loja não possui vitrinas externas (frontais), mas em compensação, toda loja é uma vitrina! 

Como se trata de uma loja de produtos naturais, e alguns são perecíveis, nem sempre vão ter os mesmos produtos quando você voltar na loja. Então, logo na entrada, em um ponto estratégico de “ilha”, os produtos que podem vencer rapidamente se encontram ali expostos.

O acabamento da loja é todo rústico. A decoração é bem simples, a começar pelos tecidos utilizados (observar toalha da ilha e da prateleira), cestas de vime e pelas próprias etiquetas de preço.

Na exposição abaixo os produtos foram agrupados conforme seu uso, conforme suas categorias, sem desconsiderar o agrupamento pelos tipos de embalagens.

Loja de Produtos Naturais

Já na próxima prateleira foi trabalha as composições de assimetria e de variedade. Isso porque alguns produtos marcam um eixo central e também pelas próprias embalagens os agrupamentos são formados, deixando o espaço com a sensação de organização, mesmo com essa grande quantidade de produtos.

Loja de Produtos Naturais

Uma alternativa que eu gosto muito é quando se aproveita os pilares. Dependendo da loja e do ramo de atividade, convém mais aproveitar os pilares para as exposições dos produtos do que disfarçá-los com espelhos ou com outro acabamento.

Além do aproveitamento do pilar, esse espaço também pode ser trabalhado como ponto estratégico, onde as trocas acontecem de maneira mais frequente.

Conseguem percebem o ritmo que é dado para a exposição aproveitando as embalagens?

Loja de Produtos Naturais

Cada mobiliário é de um padrão, com estilo diferentes e desenhos diferentes, mas segue o mesmo padrão de acabamento em madeira bem rústica. Alguns recebem até uma pintura, nada muito forte, talvez para não correr o risco de ficar monótono, ou tudo muito rígido.

Loja de Produtos Naturais

Nada mais original! Para informar de onde vem os produtos, há uma foto da família em sua propriedade. Vejam que os produtos em exposição não refletem o tipo de plantação que consta na foto, o que é bom, pois senão para cada produto a loja deveria utilizar a foto correspondente a plantação. Nesse caso a foto representa uma propriedade onde se planta de tudo, que a cada momento é exposto um pouco daquilo que é colhido nesse expositor abaixo.

Loja de Produtos Naturais

Próximo ao balcão do caixa estão expostos produtos que ainda podem ser comprados por “impulso” e também folhetos explicativos sobre os tipos de produtos, sobre os locais onde são produzidos e mesmo algumas dicas de receitas. Hummmm, que fome!

Loja de Produtos Naturais

Um ótimo exemplo de visual merchandising aplicado de forma eficiente e com baixo custo!

Que tal colocar esse conceitos em funcionamento em sua loja?

Categoria: baixo custo, loja, sentidos, varejo, visual de loja
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Rice to Richies - Visual Merchandising e Storytelling

Publicado em 03/06/2015 às 18h26

New York, EUA.

Ganhei um livro sobre Storytelling no ano passado e resolvi lê-lo apenas como curiosidade. Depois percebi que esse assunto começou a aparecer de várias formas: em entrevistas, em artigos, em outros livros, em apresentações de trabalhos, em propagandas, etc...parece que não vai parar mais...

Comecei a perceber que o storytelling também aparece no visual merchandising e o bom disso, é que aparece de uma maneira sempre muito divertida e criativa. Cada um apresenta de uma maneira, seja por meio de desenhos, por meio de fotos, por meio de palavras impressas ou escritas a mão. Não tem limite para a criatividade. Achava que o storytelling só aparecia nas vitrinas, mas o varejo está incorporando o storytelling dentro das lojas.

Em uma palestra que assisti na semana passada, um evento da The Cave com a Anima Trends, o palestrante da Looks Creative Studio falou sobre um grande exemplo de visual merchandising com storytelling e por isso resolvi aproveitar essa dica e comentar sobre a Rice to Riches. Essa empresa saiu na Seleção da Hypeness, como uma das 13 marcas que criaram ambientes fora do comum. 

Trata-se de uma loja que vende Arroz Doce! Eu que achei que esse tipo de doce agradasse somente os brasileiros, fiquei surpresa com o local. Me lembrou muito uma loja de Frozen Yogurt, pois o esquema de serviço é muito parecido...observem!

Rice to Richies - display Rice to Richies - display

 

Primeiro você escolhe o tamanho do seu pote. Cada pote recebe um nome – já começa o storytelling - que corresponde ao total de colheradas que os atendentes colocam para encher cada um. Tem o Solo (pra comer sozinho, o Epic (pra quem aguenta um pouco mais), o Sumo (sim, pra parecer lutador de Sumô) e o Moby (precisa de explicação?).

Rice to Richies - balcão 

Os sabores são as “bases”, que podem ser naturais ou com alguma outra mistura, como amêndoas, chocolate, etc. São várias opções!

 

Rice to Richies - sinalização Rice to Richies - geladeira

 

Você pode acrescentar os “Toppings”, são 16 variedades, ou somente completar com uma água. Aliás, a venda da água já é programada.

Após a escolha do seu doce, você pode escolher como comê-lo:

 

Rice to Richies - mesas Rice to Richies - mesas

 

Sentado (primeira foto), de pé sozinho, ou de pé em grupo (segunda foto).

Depois dessa narrativa de como funciona esse lugar, obervem então os detalhes de Visual Merchandising:

- O mobiliário é todo branco, neutro – mesas bancos, balcão.

- Sinalização colorida - paredes atrás das mesas com desenhos e imagens, placas com várias coisas escritas e sempre utilizando as cores marrom e laranja.

- Equipamentos e materiais de apoio são coloridos – potes coloridos e embalagens.

Rice to Richies

Rice to Richies Rice to Richies

 

O padrão da sinalização segue o padrão da logomarca – fundo oval e letras simples.

O ambiente tem iluminação direta e indireta, o que deixa mais aconchegante o ambiente, apesar de ser um lugar onde o fluxo de pessoas deve ser mais rápido, já que não possui muitos lugares para sentar.

Destaques: logomarca dentro da loja iluminada internamente e com vários dizeres sobre a loja em volta dela; sinalização no teto não explica sobre os produtos, mas sim sobre as sensações ao se comer o doce – o storytelling; acima dos copinhos onde estão canudos, as colheres e outros produtos, também tem informação bem humorada sobre o seu uso. A todo tempo eles tiram sarro desse momento, e até dizem “se não quiser engordar, vá para outro lugar!”.

Rice to Richies - balcao Rice to Richies - ambiente Rice to Richies - caixa

 

Toda a sinalização é tratada com muito bom humor. São piadinhas, histórias e “sacadas” escritas por todas as paredes. Nada é sério! Tudo é muito bem humorado!

Rice to Richies - fachada Rice to Richies - vitrina

 

O humor já começa na entrada com o vidro todo trabalhado com balões que contam sobre as sensações ao se comer o doce, ou sobre o benefício de comê-lo, ou até o porquê de comê-lo...muito diferente! Realmente, esse lugar passa a uma experiência pra se comer sem culpa, mas sim, se divertindo.

Quer saber mais? Acesse os links!

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Tour de Visual Merchandising da WindowsWear

Publicado por Cris Basso em 03/05/2015 às 18h11

Comentei no Post anterior sobre o Tour de Visual Merchandising que fiz em New York pela WindowsWear. Esse tour vai contando a história de algumas marcas e a história por trás da montagem de cada vitrina que é visitada. A guia nos faz perceber detalhes que qualquer um parado na frente da vitrina poderia não prestar atenção, e isso aconteceu comigo quando passei antes por algumas dessas lojas.

É claro que quem percebe esses detalhes já tem um “olhar clínico” sobre esse assunto, e o tour é muito mais atraente para quem já trabalha com algo ligado a moda, a arquitetura, a cenografia, ao visual merchandising, vitrinismo e outras áreas afins.

O mais gostoso é ver a imaginação desses artistas, o que os levou a criação de certos temas, quais foram os materiais utilizados e qual a mensagem principal que quiseram transmitir. Diante disso, avaliamos o resultado após a verificação de cada loja: se surpreendeu, se foi de bom gosto, se foi criativo, se a mensagem foi transmitida claramente, e o principal, se o resultado com as vendas pode ser alcançado.

Quer experimentar? Faça uma avaliação das lojas a seguir, que seguem o mesmo roteiro do tour... uma avaliação crítica, com um olhar de especialista, seguindo os mesmos critérios que comentei acima, avaliando a mensagem, o tema proposto e tudo o que envolveu a sua apresentação.

Imagine um passeio pelas vitrinas a seguir...

Tour Windows Wear New York Tour Windows Wear New York
Tour Windows Wear New York Tour Windows Wear New York
Tour Windows Wear New York Tour Windows Wear New York
Tour Windows Wear New York Tour Windows Wear New York
Tour Windows Wear New York Tour Windows Wear New York
   
Categoria: New York, tour, vitrina
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Melhores vitrinas de 2014

Publicado por Cris Basso em 30/03/2015 às 08h18

Nova York, EUA

A WindowsWear é uma empresa norte-americana que trabalha muito bem com o conceito de Visual Merchandising. Primeiro porque é a única empresa de todas as “Américas” que possui um Tour específico de Visual Merchandising. Sim, é a única dos Estados Unidos e a sede da empresa é em New York. Tive o privilégio de conhecer a empresa, conversar com o Jon Harari, um dos executivos, e fazer o Fashion Window Walking Tour, que pra mim foi mais do que um tour...um curso!

Eu falo que esse tour é único porque trabalha com dias e horários fixos, independente do número de pessoas, do tempo local, enfim, sua programação é fixa. Outros tours que já fiz chamamos algumas vezes de “Safari”, “Missão Técnica”, “Visitas Técnicas” e outros nomes, que são formados a partir da montagem de um grupo para uma finalidade específica.

Esse tour de Visual Merchandising parte do mesmo local, na mesma hora e em dias determinados. O percurso é sempre o mesmo, onde passamos pela 5ª avenida. Você pode estar se perguntando, e se eu quiser fazer mais de uma vez, vou ver as mesmas coisas? Em parte! O trajeto não mudará, mas todos nós sabemos que as lojas mudam constantemente - a cada coleção, cada data comemorativa, cada tema – e então, o tour contará uma nova “história”. Dessa forma, você ficará na expectativa da mudança e curioso em saber quais foram os novos conceitos utilizados.

Não é só com o tour que eles trabalham. Há também a venda de produtos pelo site, aqueles mesmos vistos nas vitrinas, além de ser um site de consulta de tendências de visual merchandising e vitrinismo.

Faz um tempinho, a WindowsWear publicou as melhores vitrinas de 2014, da temporada “Holidays”. São lojas de calçados, joalherias, lojas de presentes e confecção. Há vitrinas de várias capitais: New York, Paris, Tokyo, Milão, Barcelona, e outras.

Veja alguns destaques:

Tiffany

TIFFANY

Stradivarius

STRADIVARIUS

Selfridges

SELFRIDGES

Saks Fifth Av.

SAKS FIFTH AVENUE

Roberto Cavalli

ROBERTO CAVALLI

Ralph Lauren

RALPH LAUREN

Monique Lhullier

MONIQUE LHULLIER

Mathew Williamson

MATTHEW WILLIAMSON

Louis Vuitton

LOUIS VUITTON

Lord & Taylor

LORD & TAYLOR

Hugo Boss

HUGO BOSS

Herve Leger

HERVE LEGER

Harvey Nichols

HARVEY NICHOLS

Harrods

HARRODS

Gucci

GUCCI

Dior Paris

DIOR-Paris  

Fendi LA

FENDI - LA

Galleries Lafayette

GALLERIES LAFAYETTE

Dolce Gabbana Milão

DOLCE & GABBANA-Milão

Cortefiel Barcelona

CORTEFIEL-Barcelona

Christian Louboutin

CHRISTIAN LOUBOUTIN

Chanel Tokyo

CHANEL-Tokyo

Barneys NY

BARNEYS - NY

Bloomingdales

BLOOMINGDALE'S

Bergdorf Goodman

BERGDORF 

Antrophologie

ANTROPHOLOGIE

 

 

 

 

Quer saber mais?

Categoria: loja, melhores vitrinas, tour
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Vitrine de Natal da Cozinha do Ratatouille

Publicado por Cris Basso em 11/01/2015 às 18h13

Neste Natal o Rato mais famoso de Paris foi aparecer na capital Portuguesa e em uma vitrina digna de cinema!

Depois de ter ganho em 2008 um OSCAR de melhor filme de animação, um BAFTE, um GLOBO DE OURO, um ANNIE AWARDS, dentre outros prêmios, o personagem entrou no clima natalino.

Conhecida como a cidade das 7 Colinas, Lisboa foi palco de mais um projeto realizado pelo Cenógrafo e Visual Merchandising Roberto Fontenelle, da Empresa Fontenelle Decorações, que foi desafiada a reproduzir a clássica cozinha do desenho animado “Ratatouille” para a famosa Pastelaria Francesa LÈclair

Inspirado nas famosas Vitrines da Galeries Lafayette em Paris, que todos os anos atrai centenas de turistas a capital Fancesa, a Fontenelle Decorações levou para as ruas da capital um projeto pioneiro, que teve como objetivo introduzir no comércio tradicional um conceito inovador no que diz respeito a exposição da sua imagem de marca.

Ratatouille - LEclair Lisboa Ratatouille - LEclair Lisboa

 

O cenário conta também com a automatização dos personagens, que se movimentam ao som das tradicionais musicas natalícias, como as das famosas Vitrines da capital parisiense.

Ratatouille - LEclair Lisboa Ratatouille - LEclair Lisboa

 

“A intenção é recriar uma Vitrine diferente e lúdica a cada época sazonal, e já estamos a planear as de 2015,” diz Matthieu Croiger, proprietário da LÊclair

“Para nós foi um prazer fazer parte deste projeto pioneiro em Lisboa, acredito que outras empresas vão querer seguir o exemplo de LÈclair e apostar cada vez mais numa imagem de marca diferenciada”, diz Roberto Fontenelle.

Vale a pena dar uma olhada no http://youtu.be/UsG_yCE7Yjw?list=UUyY780ZJKlJwCf5QbFUwD2A" target="_blank">vídeo institucional, que ficou show!

Veja mais em:

Contato: fontenelledecoracao@gmail.com

Categoria: loja, melhores vitrinas, varejo, vitrina
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Visual de loja na Uniqlo

Publicado em 08/12/2014 às 15h47

O Visual Merchandising pode ser aplicado de várias maneiras para produtos de moda, ou então, de várias maneiras para qualquer tipo de produto. Não conseguimos classificar se os exemplos que vemos é “certo” ou “errado”, mas conseguimos avaliar se “funciona” ou “não funciona”, ou se “vende” ou “não vende”, e esse é um dos maiores medos dos varejistas, a falta de vendas.

Uma loja que se prepara para expor seu produto de maneira atraente, não quer ser apenas admirada, ela quer é vender e atrair cada vez mais clientes! Algumas lojas se preocupam em criar exposições mais atraentes e mais diferentes que outras, mas esse é o perfil de cada loja.

O exemplo da Uniclo - http://www.uniqlo.com/us/ - uma marca japonesa com lojas em vários países, busca oferecer produtos básicos, do dia a dia, nada muito sofisticado, mas que possa ser usado por todos independente de sexo ou idade. Da mesma forma que são seus produtos – básicos – são também suas lojas.

Visual de loja na Uniqlo Visual de loja na Uniqlo

 

O exemplo que trago mostra uma loja básica, mas eficiente (não posso falar de todas as lojas, conheci poucas), com mobiliário simples, composto por “estações”, que é a mistura de partes com prateleiras e partes com araras.

O mobiliário é branco, liso, para dar mais destaque aos produtos que são coloridos. Arrumação é sempre por modelos, e depois por cores, que podem vir expostas por blocos ou em escalas de cores. Para cada grupo se identifica a numeração, ou seja, para cada exposição de cores há a variedade de tamanhos.

Visual de loja na Uniqlo: ilhas de produtos Visual de loja na Uniqlo: ilhas de produtos

 

Para que as exposições não fiquem monótonas, sempre com “estações” nas paredes, na parte central da loja são montadas as “ilhas”, que são os pontos estratégicos de vitrinas internas. As ilhas são sempre compostas por um grupo de manequins que expõe algumas roupas sempre escolhidas conforme a pilha de produtos que fica sempre  na frente e ao redor deles. Essas “pilhas” de produtos representam a variedade e quantidade de produtos que possuem para aquele determinado modelo.

Visual de loja na Uniqlo Visual de loja na Uniqlo

 

Nem sempre as ilhas são circulares, há os modelos quadrados e retangulares, mas sempre respeitando o mesmo critério de exposição – manequins e produtos dobrados na frente.

A iluminação está sempre direcionada para onde interessa – para o produto. São spots por toda a loja com focos de luz direcionados para as paredes e para as ilhas centrais. A iluminação indireta também acontece nas paredes, formando painéis, e deixando a loja mais aconhegante.

Visual de loja na Uniqlo Visual de loja na Uniqlo


A disposição dos produtos nas paredes segue sempre o mesmo padrão, mas para não ficar cansativo, manequins e um pouco de comunicação visual fazem o papel de comunicar ao cliente que além de quantidade, a loja conta com variedade de produtos. 

A proposta da loja em trabalhar com produtos expostos em grande quantidade faz com que tenhamos a impressão de algo mais barato, mas acessível, não tão exclusivo. Esse público da loja não se preocupa em encontrar na rua com pessoas vestindo um suéter, ou uma jaqueta, ou uma camisa igual a sua, ele se preocupa é em poder comprar esse suéter em várias cores, em poder ter a jaqueta com acabamentos diferentes e em ter a camisa também em várias cores.

E então, como incorporar estes conceitos em sua loja?

Categoria: loja, New York, varejo, vestuário, visual de loja
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LittleMissMatched

Publicado por Cris Basso em 08/11/2014 às 15h44

Essa loja eu queria pra mim!! Queria ser a proprietária, ou gerente, ou consultora...queria que tivesse aqui no Brasil! O que faz com que eu me encante tanto é a proposta divertida, despojada e atrevida que essa marca tem. É uma loja de meias mas que não vende os pares certos...isso mesmo, cada pé é de uma estampa ou uma cor diferente. Ainda assim ela consegue atender aos mais conservadores que preferem seus pares de meia bem certinhos, mas atende pouco dessa maneira mais tradicional.

O que eles querem é ousar, é dar liberdade de combinações, é fazer com que você possa usar um acessório de maneira diferente. Ah, se quiser você ainda pode comprar 3 meias e fazer as combinações com os pares (é claro né, 3 pés ninguém tem mesmo).

LittleMissMatched - vitrina LittleMissMatched - vitrina

 

As vitrinas possuem um mobiliário branco, liso, para dar mais destaque aos produtos que são muitos coloridos. Elas passam todas as ideias de uso desses produtos, seja por meio dos manequins, pés, cabeças e mãos, ou por meio das fotos, que ao mesmo tempo servem como a própria decoração dessas vitrinas.

As exposições apresentam linhas, ritmo e variedade (isso você tem que aprender no meu curso). Tudo sugere uma sequencia de uso e também de vendas complementares, pois acho bem difícil alguém entrar nessa loja e sair somente com um par de meia, lembrando que o par possui modelos diferentes para cada pé.

LittleMissMatched - mostrador LittleMissMatched - mostrador

 

O layout da loja é totalmente “LIVRE”, não existe corredores definidos e alinhados. A circulação é demarcada pelo mobiliário que segue um padrão de prateleiras junto às paredes e na parte central da loja a disposição das ilhas faz com que o cliente possa seguir o caminho que preferir – para o fundo, lateral, lado direito o esquerdo. Essa loja não poderia também contar com um layout muito rígido já que a proposta é de total liberdade para com os produtos, e assim pode ser também em relação a visita do cliente à loja...com total liberdade!

LittleMissMatched - ilha LittleMissMatched - ilha LittleMissMatched - ilha

 

Vejam as ilhas centrais, elas foram pensadas para cada tipo de produto que seria exposto. Não seguem um padrão de desenho e forma, mas mesmo assim são todas neutras e não interferem na exposição de produtos sempre coloridos e diferentes.

LittleMissMatched - ilha LittleMissMatched - display

 

Alguns modelos de ilhas até se repetem, como é o caso desses 2 modelos acima, mas isso quase nem é percebido já que se muda totalmente os produtos que são apresentados.

Além das meias, existe uma pequena coleção de roupas que colaboram um pouco mais com o ticket-médio da loja. Essa loja trabalha com um conceito diferente do que vemos por aí, como exemplo, quando a loja é de confecção ou de calçados e que coloca a venda de acessórios como complementos, como as meias,  luvas e bolsas. Aqui é diferente, a loja é de meias e acessórios e trabalha com outros produtos como complemento, no caso a linha de confecção.

LittleMissMatched - display LittleMissMatched - cesto

 

Alguém consegue ver se existe algum par de chinelos com modelos iguais para cada pé? Isso é muito divertido! E ver se no “cesto promocional” existe algum par de meia igual?

Mesmo com toda a criatividade para com os seus produtos, a loja não os expõe de maneira bagunçada, desorganizada, pelo contrário, para cada ilha ou painel com prateleiras ou araras, os produtos encontram-se muito bem dispostos, seja por meio de linhas (horizontal ou vertical), blocos de cores ou até por formas.

LittleMissMatched - gôndola

Esse é um exemplo de expositor que sugere vendas complementares. Vejam as roupas dispostas ao lado dos seus complementos: meias, babadores, casaquinhos e até bichinhos de pelúcia seguindo o mesmo conceito de tema (acabamento e cores). Os temas podem ser mudados para esse mesmo tipo de expositor, além desse expositor também poder ser mudado de lugar...vejam as rodinhas.

Quem quiser conhecer mais sobre a LittleMissMatched pode acessar o site, clicando aqui!

Categoria: loja, melhores vitrinas, New York, varejo, visual de loja, vitrina
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Sportix - loja de bicicletas

Publicado por Cris Basso em 03/09/2014 às 18h23

Como tratar o Visual Merchandising para uma loja que vende bicicletas e ainda dá assistência técnica?

Se pensarmos somente em alguns conceitos de VM, como: o trabalho com o mobiliário de forma personalizada, o uso dos 5 sentidos (paladar, tato, visão, olfato, audição), o uso da sinalização também de forma personalizada, ações para deixar o cliente confortável, disposição de produtos de maneira organizada e seguindo técnicas de composição, podemos pensar que seria então complicado fazer tudo isso (e mais um pouco) em uma loja desse segmento...mas não foi isso que pude observar nessa loja.

Sportix - gondolas Sportix - disposicao de produtos

 

Quando se trata da visão, observa-se que a exposição dos produtos permite que o cliente tenha uma noção  geral de como é a loja, sendo que da entrada da loja até a sua metade fica a exposição das bicicletas (mais baixas) e, da metade para o fundo, ficam as gôndolas com os acessórios e equipamentos (equipamentos mais altos). Mais alto ainda ficam as prateleiras encostadas nas paredes do fundo com a parte de confecção, então tudo tem uma sequência visual.

Sportix - sinalizacao Sportix - prateleira

 

Sobre o paladar, há o espaço café que pode ser tomado no balcão do caixa, ou mesmo no local de espera. Além disso, ocorre a venda de alguns suplementos alimentares e guloseimas, sugerindo uma melhor performance esportiva.

Sportix - decoracao Sportix - decoracao

 

Detalhe para os quadros decorativos que ficam abaixo da sinalização do Bike Café. Pra quem leu a mensagem pode observar que se trata de uma loja que quer vender para a toda família e que o gosto pela bicicleta pode passar por gerações.

Sportix - display Sportix - mostrador

 

O tato está relacionado ao fato do cliente poder tocar, pegar, provar todos os produtos. Também pode fazer um teste pra ver a bicicleta ideal, como altura de banco, roda, freios, etc. A loja inteira é de experimentações.

Sportix - oficina Sportix - atendimento

 

Em relação ao olfato, o cheiro que lembramos é o da borracha e dos lubrificantes que exalam da parte da oficina, aliás, um lugar que nem parece oficina de tão arrumado. O espaço de venda é o mesmo do espaço de serviço, e isso é de propósito, pois enquanto o cliente espera um pouco pela arrumação das bikes, ele pode ficar olhando a parte da loja.

Sportix - display Sportix - sinalizacao

 

A bagunça não fica à vista do cliente, fica somente o que interessa: os produtos que podem ser vendidos de última hora (impulso) e a tabela com os serviços que são negociados.

A parte sonora acontece pela música estimulante que fica no ambiente, estimulante para a prática de exercícios, é claro.

Sportix - mobiliario Sportix - mobiliario

 

O que chamou atenção foi o espaço de espera ser personalizado mas que ao mesmo tempo lembra um  espaço de Bistrô, pelo bancos altos e mesinhas altas. Observem que a mesinha é feita de aros de bicicleta, personalizado mesmo. Ao fundo da parede foi aplicado a logomarca, isso para que o cliente tenha contato com a “marca” em vários momentos que estiver na loja.

Sportix - visual de loja Sportix - visual de loja

 

A sinalização não informa sobre as categorias dos produtos, serve para informar sobre os setores da loja, como o Centro Técnico ou o Espaço de Café, e também para informar sobre o seu público: Confecção para Elas, para Eles e Espaço Kids.

Sportix - visual de loja Sportix - visual de loja

 

Como aqui o cliente pode tocar, pegar e experimentar os produtos, são necessários provadores para todas as situações, para as provas das roupas (por meio das cabines) e também para as provas dos calçados (por meio dos puffs). Os espelhos também ajudam àqueles que querem provar os acessórios, como os capacetes, óculos, luvas, etc.

Sportix - exposicao de produtos Sportix - exposicao de produtos Sportix - exposicao de produtos

 

As pontas de gôndola são espaços estratégicos para a exposição dos produtos, pois são espaços de grande destaque, de fácil visualização e podem ocorrer trocas mais frequentes de produtos. Chamamos também de vitrinas internas.

Nos exemplos acima, cada ponta de gôndola é trabalhada de forma diferente para cada categoria de produtos: 1.por meio de ganchos, 2.por meio de mini-prateleiras, 3.como painel. Para que esses espaços chamem mais atenção, deve-se ter muito cuidado com a arrumação, ou seja, a disposição dos produtos deve ser feita de maneira criteriosa, seguindo uma linha, ou uma forma, ou então formando blocos de produtos.

O ideal é que, nesses espaços, se trabalhe com uma variedade menor de produtos mas que a categoria escolhida seja trabalhada em quantidade.

Conheça mais sobre a Sportix: https://www.sportix.com.br/ 

Categoria: bicicleta, loja, visual de loja
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Vitrina de Padaria

Publicado por Cris Basso em 03/07/2014 às 18h18

Essa vitrina é uma das mais fofas e de baixo custo que já vi até agora.

O comércio é uma padaria! Padaria simples, nada sofisticada e que vende coisas baratas.

O que me chamou atenção foi ver que em um espaço pequeno e com pouco recurso, esse lugar conseguiu criar uma exposição objetiva e cheia de significados.

Fundo, piso e os suportes são do mesmo material – o feno! Nada mais natural para expor um produto que também é natural.

Padaria - vitrina

A composição é Assimétrica, com equilíbrio entre os grupos dos produtos do lado esquerdo – leite e achocolatados – com o grupo dos queijos do lado direito.

Há pouca variedade de cores, o que reforça ainda mais o cuidado com a exposição. Até as etiquetas foram personalizadas, dispostas ora do lado direito do produto, ora do lado esquerdo, criando um ritmo.

Os objetos de decoração utilizados simbolizam a origem dos produtos...muito original! Provavelmente esses bichinhos são os mesmos que alguma criança usa para brincar de fazendinha (meus filhos tinham isso).

Padaria - vitrina

Nessa apresentação os bichos são pequenos, discretos, posicionados no lado esquerdo, sem interferir ou chamar mais atenção daquilo que é vendido.

Viu só como dá pra ser criativo com pouco?!

 

Categoria: padaria, vitrina
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